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30/01/2012

Grandes Usinas têm maior quebra de safra

 

Apesar de mais robustas financeiramente, as grandes companhias sucroalcooleiras foram as que tiveram maior peso na quebra na safra de cana 2011/12 no Centro-Sul, que será concluída em abril. Enquanto, na média, a região teve perda de 11%, muitos dos grandes grupos amargaram quebra acima desse percentual, deixando de moer, em alguns casos, mais de 20% da matéria-prima que esperavam processar. No ano passado, os canaviais do Centro-Sul, que vinham desde a crise de 2008 sofrendo com baixos investimentos e intempéries climáticas, como excesso de chuvas, foram afetados de novo pelo clima adverso. Uma forte estiagem e a ocorrência de duas geadas limaram a produtividade dos canaviais, causando a primeira redução de safra em dez anos na região.

O efeito foi o aumento da ociosidade industrial de alguns grupos, que se aproximou de 40% neste ciclo. No topo dessa lista estão a americana Bunge, a francesa Louis Dreyfus (LDC-SEV) e a indiana Shree Renuka Sugars. Coincidência ou não, as três têm em comum o fato de serem multinacionais, com menos expertise na área agrícola, onde está 70% do custo do produto final: o etanol e o açúcar.

Em comum, há ainda o fato de as três terem adquirido, nos últimos dois anos, ativos de grupos tradicionais no segmento, mas com elevado endividamento e um saldo negativo de baixo investimento, sobretudo em canaviais.

A Bunge previa processar nessa temporada 16 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, mas moeu efetivamente 14 milhões de toneladas, quebra de 12,5%, segundo informações confirmadas pela própria empresa.

Assim, a ociosidade industrial da empresa, que tem capacidade para moer 21 milhões de toneladas por safra, ficou em 33% neste ciclo 2011/12. Em 2010, a companhia americana comprou os ativos de açúcar e álcool do grupo Moema, tradicional no setor. Segundo fontes do mercado, apesar da boa qualidade dos ativos, os canaviais, quando adquiridos pela múlti, estavam com baixa produtividade, sem receber investimentos desde 2008, primeira fase da crise.

Além disso, localizadas no noroeste de São Paulo e rumo ao Triângulo Mineiro, as unidades da antiga Moema estão em regiões de elevada temperatura, com maior propensão a déficits hídricos. Por isso, são mais penalizadas em épocas de seca muito severa, como ocorreu no ano passado.

A empresa, com capital aberto na bolsa de Nova York, não concedeu entrevista pois está em período de silêncio. No entanto, por meio de sua assessoria, afirmou que foi atingida pelo clima desfavorável, que afetou não somente seus ativos, mas todo o mercado.

Para o próximo ciclo, segundo fontes do setor, a multinacional deve retomar a meta de moer 16 milhões de toneladas de cana. Assim, a ociosidade industrial deve recuar para 23%. Em 2011, a empresa anunciou investimentos de US$ 2,5 bilhões para serem aplicados até 2016 para ampliar a moagem de suas oito usinas no país das atuais 21 milhões de toneladas para 30 milhões.

Também entre as que tiveram maior quebra na safra de cana, a LDC-SEV, braço sucroalcooleiro da francesa Louis Dreyfus, processou, segundo fontes do mercado, apenas 28 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 15,15% menos do que as 33 milhões de toneladas processadas no ciclo anterior, o 2010/11. Sua ociosidade industrial atingiu 30%. Procurada, a empresa não se pronunciou por estar em período de silêncio.

Após dobrar de tamanho com a aquisição da Santelisa Vale, em 2009, a LDC-SEV passou o ano seguinte tentando "digerir" o negócio, que tinha passivo financeiro e com fornecedores de cana que se arrastava há anos e que contribuiu para o resultado da atual safra.

A região onde está a maior parte dos ativos da empresa, Ribeirão Preto (SP), teve uma das produtividades agrícolas mais baixas da região, de 75 toneladas de cana por hectare, quando o normal é acima de 90 toneladas. Segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), essa região tem também um dos canaviais mais velhos do Centro-Sul. Enquanto a média da região é de 3,6 anos - já abaixo do ideal que é de 3,1 anos -, as áreas de cana de Ribeirão Preto têm canavial com 3,9 anos de idade. No país há dois anos, a indiana Shree Renuka Sugars tem duas de suas maiores usinas na região mais atingida de São Paulo: Araçatuba. Lá, segundo o CTC, a produtividade foi de 65 toneladas de cana por hectare, enquanto a média do Centro-Sul foi de 70 toneladas.

A empresa, com quatro usinas no Brasil, previa processar 10,6 milhões de toneladas de cana nesta safra, mas conseguiu moer efetivamente 8,3 milhões de toneladas, quebra de 21,6%. Se for considerada a capacidade instalada (13,6 milhões de toneladas), a ociosidade industrial da empresa no Brasil foi de 39%. A empresa informou que em 2011 foram feitos elevados investimentos em renovação e ampliação de canaviais. Segundo a Renuka, 25 mil hectares de cana foram plantados ano passado, sendo 20 mil hectares na unidade Renuka do Brasil (antiga Equipav) e 5 mil hectares na Vale do Ivaí (PR). "O programa também incluiu plantio de 3 mil hectares de fornecedores de cana", disse o CEO da Renuka no Brasil, Humberto Farias. Assim como aconteceu com a Dreyfus e com a Bunge, que compraram ativos com dívidas e déficit de investimentos em cana, a Renuka adquiriu em 2010 as usinas do grupo Equipav, com elevado passivo com fornecedores da matéria-prima.

Empresas tradicionais mantiveram resultados mais próximos da média

Entre os grupos mais tradicionais do setor Raízen (Cosan e Shell), Santa Terezinha, Guarani, controlada do grupo Tereos, e São Martinho, a quebra de safra foi menos intensa. A Raízen previa moer 58 milhões de toneladas, mas encerrou a safra com 53 milhões, segundo dados divulgados no ano passado pela empresa. A queda, de 10%, é um desempenho melhor do que a média do Centro-Sul, que moeu 11% menos do que no ciclo anterior.

O grupo São Martinho ainda não divulgou seus números finais de safra, mas adiantou também em entrevista no fim do ano passado que a quebra ficará próxima de 10%. A empresa esperava uma moagem de 13 milhões de toneladas, mas deve divulgar nas próximas semanas, junto com seu balanço anual, um número próximo de 11,7 milhões de toneladas. Com capacidade para moer 15 milhões de toneladas de cana, a companhia registrou ociosidade de 22%.

As 48 usinas associadas da Copersucar tiveram quebra de safra acima da média do Centro-Sul. A expectativa das associadas era moer 100 milhões de toneladas, mas atingiram 85 milhões, queda de 15%. Como comercializa produção de associadas e de terceiros, a Copersucar conseguiu, mesmo com a quebra das associadas, elevar seu volume negociado de açúcar em 40%.

A Santa Terezinha, maior grupo sucroalcooleiro do Paraná, teve também quebra de 12%, semelhante à média do Centro-Sul. O grupo previa moer 16,5 milhões de toneladas, mas realizou 14,4 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a empresa, que também realizou investimentos no canavial, espera retomar a moagem de 16,5 milhões de toneladas.

De acordo com o diretor-técnica da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues, a redução de moagem foi mais agressiva nas usinas que não expandiram área de canavial. Também foram mais afetada unidades em regiões onde a geada foi mais intensa, como São José do Rio Preto, Araçatuba e Rio Preto.

Fonte: Clipping





30/01/2012

COMÉRCIO EXTERIOR - Contra importações, centrais e Fiesp organizam paralisação / João Villaverde

 

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, vai debater mobilizações com sindicalistas.

Parte dos trabalhadores da indústria paulistana podem cruzar os braços por um dia logo após o Carnaval, na última semana de fevereiro, em protesto contra a forte entrada de produtos manufaturados importados. Os industriais liderados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) não devem se incomodar - pelo contrário, a greve geral deve contar com a boa vontade dos empresários. O comércio varejista pode acompanhar. O arranjo dessa manifestação será fechado hoje, em São Paulo, em duas reuniões entre empresários e sindicalistas.

Na primeira reunião, de manhã, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, discute os planos da greve geral na capital paulista com os presidentes de cinco centrais sindicais, capitaneadas pela Força Sindical, e pelo maior sindicato da capital, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Em seguida, os sindicalistas, desta vez liderados pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo, filiado à União Geral dos Trabalhadores (UGT), serão recebidos pelo empresário Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).

Os encontros vão envolver empresários e os líderes das centrais Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB. Os sindicalistas representam na capital 420 mil metalúrgicos, 480 mil comerciários, 35 mil prestadores de serviços em software e processamento de dados, 80 mil motoristas de ônibus, além dos trabalhadores nas indústrias têxtil e de confecções, entre outros. Os industriais estão "inclinados" a apoiar a greve geral dos sindicalistas, segundo uma fonte ligada à Fiesp. O apoio, se confirmado, pode caracterizar um locaute. "Os importados estão reduzindo nosso ímpeto de contratações e mesmo reduzindo produção e, portanto, também resultando em demissões", diz o industrial.

O protesto será concentrado na avenida Paulista, onde os sindicalistas esperam concentrar os trabalhadores com cartazes anti-importações. "O salário mínimo sobe forte e impulsiona os salários no mercado de trabalho como um todo, mas esse gás no consumo tem sido crescentemente convertido no consumo de importados", afirma Miguel Torres, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

Em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% sobre o mês anterior no emprego industrial. O pior resultado foi apurado em São Paulo, que registrou forte queda de 3,7% entre outubro e novembro - 15 dos 18 setores pesquisados pelo IBGE registraram corte de pessoal. De janeiro a novembro, a indústria aumentou a produção em apenas 0,4%, de acordo com o IBGE.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é a única das seis centrais do país que não participará das reuniões hoje. As portas não estão fechadas à maior central do país, mas seu posicionamento contrário ao imposto sindical fez com que ela não fosse procurada.

Fonte: Valor Econômico (26/1/2012)





30/01/2012

COMÉRCIO EXTERIOR - 100 itens terão alta de imposto / Rosana Hessel

 

Na primeira reunião do ano, Camex define cronograma para encarecer as importações. Nova lista sai até abril.

Em meio ao clima de protecionismo que se espalha no mundo, num momento em que os países ricos estão à beira da recessão, o governo brasileiro dá mais um passo para a elevação de barreiras comerciais. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu ontem que vai definir uma lista de até 100 itens que poderão ter a alíquota do Imposto de Importação elevada, conforme a proposta aprovada na última cúpula do Mercosul, em dezembro de 2011, em Montevidéu.

Esses produtos estarão incluídos na lista de exceções à Tarifa Externa Comum (TEC) durante 12 meses. Hoje, existem cerca de 10 mil produtos na TEC e 100 outros são exceções. Cada representante dos sete ministérios que integram a Camex terá a incumbência de receber as sugestões dos itens dos seus respectivos setores. "A indústria poderá fazer suas solicitações aos órgãos de seus respectivos setores e elas serão avaliadas e consideradas de acordo com a importância e o impacto desses produtos na inflação", afirmou o secretário executivo da Camex, Emilio Garófalo, após a primeira reunião do ano.

O secretário informou que o governo porá à disposição formulários para aqueles que queiram entrar com pedidos de defesa de seus produtos junto aos ministérios. "O grupo começará a definir os critérios para a escolha na semana que vem", afirmou Garofalo. Ele espera receber indicações de pelo menos 200 produtos. Após a definição dos 100 itens, a lista será submetida aos parceiros do Mercosul, que terão 15 dias para contestá-la. Caso contrário, ela entrará em vigor logo em seguida. "Espero que esse processo esteja concluído até abril."

Na avaliação da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, essa nova lista de exceções é algo pontual neste momento de crise. "Trata-se de um instrumento temporário e que está dentro das regras do comércio internacional. O país apenas está usando a sua margem de manobra para lidar com a crise da melhor maneira possível", explicou. Segundo ela, Argentina, Uruguai e Paraguai também estão definindo suas listas.

Fonte: Correrio Braziliense (26/1/2012)





30/01/2012

COMÉRCIO EXTERIOR - Secex e exportadores discutem regras para tradings / Tarso Veloso

 

As regras para a atuação das trading companies poderão se tornar mais simples a partir deste ano.

Na sexta-feira, representantes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento irão se reunir com membros de associações de exportadores para discutir a revisão do Decreto-Lei nº 1.248, de 1972, que disciplina as normas para o funcionamento dessas empresas. A intenção do governo, segundo apurou o Valor, é simplificar o processo de criação dessas companhias e facilitar a interação com os produtores.

"Queremos favorecer o elo entre tradings e pequenas empresas. É importante facilitar e garantir a participação dos pequenos. Nós queremos facilitar as primeiras exportações das pequenas empresas", diz a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. "As tradings foram consideradas intermediários por muito tempo e hoje seu papel é valorizado como o elo de ligação entre empresas de menor porte, sem experiência no mercado externo, com outros países. Queremos reforçar esse elo."

As exportações feitas pelas trading companies registraram, no ano passado, um ritmo de crescimento menor do que o das vendas externas totais do país. As tradings aumentaram os embarques em 19,3% no ano passado em relação a 2010, totalizando US$ 29,6 bilhões, abaixo do crescimento de 26,8% das exportações totais, que somaram US$ 256 bilhões.

Essa queda, diz Tatiana, não significa que o setor está enfraquecido. O crescimento das exportações das tradings no ano passado foi menor na comparação com 2010, mas foi o terceiro maior desde 2005. Entre 2005 e 2011, as tradings elevaram as vendas externas em 188,3%, passando de US$ 10,3 bilhões em 2005 para US$ 29,6 bilhões no ano passado. No mesmo intervalo, as exportações totais brasileiras aumentaram 116%.

As exportações das trading companies ficaram concentradas em produtos básicos no ano passado. Dos US$ 29,6 bilhões vendidos ao exterior em 2011, 87,1% foram desses itens. Os bens manufaturados representaram 8,4% do total e os semimanufaturados, 4,5%.

O valor de itens básicos exportados representou novo recorde histórico para o segmento, com crescimento de 19,3% sobre as vendas externas de 2010, US$ 24,7 bilhões. "Foi um ano importante para produtos básicos. Eles puxaram o ritmo das exportações. Um dos nossos desafios é contribuir para o aumento das exportações de manufaturados por tradings e incentivar as pequenas empresas a exportar por meio delas", explica Tatiana.

Na lista dos principais produtos básicos comercializados estão minério de ferro, soja em grãos, carne de frango, farelo de soja, milho em grão, carne bovina, carne suína, café em grãos e carne salgada. Entre os itens industrializados se destacam açúcar bruto, suco de laranja, preparações e conservas de carne de peru, café solúvel, tubos de ferro ou aço fundido e açúcar refinado.

A maior parte das mercadorias exportadas pelas tradings são originárias de Estados com atividades extrativistas e agrícolas. O Pará liderou as exportações por intermédio das trading em 2011, totalizando US$ 11,8 bilhões, 40,0% do total vendido. Também se destacaram Minas Gerais, US$ 4,7 bilhões, participação de 15,9%; Espírito Santo, US$ 4,2 bilhões (14,4%); Mato Grosso, US$ 2,4 bilhões (8,2%) e São Paulo, US$ 1,6 bilhão (5,4%).

As importações feitas pelas trading brasileiras, ao contrário das exportações, são compostas, quase na totalidade, por produtos manufaturados -95,4% das compras. No ano passado, os automóveis foram o principal item importado - US$ 2,1 bilhões, participação de 35,5% do total. Aparecem a seguir máquinas automáticas para processamento de dados, com US$ 249,3 milhões (4,1%), aparelhos transmissores e receptores de telefonia (US$ 244,6 milhões, 4,1%) e máquinas e aparelhos de terraplenagem - US$ 179,8 milhões, 3%.

A China foi o principal fornecedor das tradings brasileiras no ano passado, somando US$ 1,5 bilhão, valor equivalente a 25,1% das compras totais no ano. Na segunda posição está a Argentina, US$ 1,1 bilhão, participação de 18,7%.

Fonte: Valor Econômico (30/1/2012)





30/01/2012

Exportações do agro a caminho dos US$ 100 bilhões

 

Os números finais de 2011 do agro brasileiro surpreenderam as mais otimistas projeções. As exportações cresceram 24% em relação a 2010, chegando a US$ 94,59 bilhões.

Os puxadores de dólares foram as seguintes cadeias: soja (US$ 24 bilhões), cana (US$ 16,35 bi), carnes (US$ 15,25 bi) café (US$ 8,7 bi), madeira (US$ 8,7 bi), fumo (US$ 2,9 bi), milho (US$ 2,7 bi), laranja (US$ 2,5 bi), couros (US$ 2,1 bi), algodão (US$1,95 bi) e arroz (US$ 0,6 bi), entre outras.

As exportações para os países emergentes foram as que mais cresceram, sendo 33% a mais para a Ásia, 43% para a África e 55% para a Oceania.

Somente a China rendeu em exportações do agro brasileiro a incrível soma de US$ 16,51 bilhões. Pode chegar a US$ 20 bilhões em 2012.

As importações do agro foram de US$ 17,08 bilhões. Chamam a atenção alguns números: US$ 2,1 bilhões em madeira e papel, US$ 2 bi em trigo, US$ 1,25 bi em tecidos e vestuário de algodão, US$ 1,1 bi em borracha natural e US$ 1 bi em diversos óleos US$ 700 milhões em frutas, US$ 605 milhões em leites e laticínios, US$ 600 milhões em aveia, centeio e cevada.

Seguem como vilões os US$ 630 milhões em couros e calçados, US$ 600 milhões em peixes, US$ 400 milhões em hortícolas, US$ 300 milhões em vinhos, US$ 300 milhões em carnes US$ 260 milhões importados em cacau e chocolates, US$ 250 milhões de arroz, US$ 40 milhões em café torrado.

Uma triste novidade foram as importações de quase US$ 450 milhões de etanol, fruto dos equívocos sucessivos de políticas públicas para o setor de cana, isto sem somar as importações de gasolina feitas para suprir a lacuna de etanol.

Em todos estes produtos cabe analisar se parte destas importações podem ser competitivamente substituídas por produção nacional e quais políticas seriam necessárias.

Mas a balança brasileira fechou 2011 com superávit de US$ 29,8 bilhões, e o agronegócio com US$ 77,51 bilhões.

Se o Brasil perdesse o seu negócio agro a balança viria de um saldo de US$ 29,8 bilhões para um déficit de quase US$ 48 bilhões, complicando a economia brasileira.

É plenamente factível crescer 6% para se atingir US$ 100 bilhões em 2012. As projeções mais recentes do Banco Mundial indicam para 2012 um crescimento médio de 2,5%, sendo 5,4% nos países emergentes e 1,4% para os países de alta renda. O comércio mundial crescerá quase 5%.

Portanto os mercados de alimentos crescerão compensando possíveis menores preços recebidos em relação a 2011.

Fora isto, a taxa de câmbio começa o ano um pouco mais favorável ao exportador e nada indica que as mudanças estruturais de distribuição de renda, urbanização e crescimento populacional na Ásia alterarão o seu curso altamente benéfico ao agro exportador brasileiro. Serão atingidos os US$ 100 bilhões em 2012. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística





30/01/2012

Governo impõe novas regras para carros

 

O Executivo vai proibir a importação e venda de automóveis que não respeitem as normas europeias sobre as emissões poluentes aplicáveis às viaturas ligeiras. A interdição tem efeitos a partir do próximo ano e faz parte de um novo conjunto de regras para a importação de carros. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) destaca que os gases de escape dos veículos motorizados são uma das principais fontes de poluição do ar em Macau.

A nova legislação surge no seguimento do regulamento de 2008 que fixou os limites de emissão para as motos e proibiu a venda de motociclos e ciclomotores de combustão interna a dois tempos. “Actualmente não existe regulamento relativo à fixação dos limites de emissão de gases de escape dos automóveis”, explica o Conselho Executivo, que na sexta-feira apresentou o regulamento administrativo sobre a matéria.

O diploma estende a Macau as normas aplicadas na União Europeia, Continente, Estados Unidos e Japão – mas a DSPA lembra que de acordo com o plano de desenvolvimento do Delta Rio das Pérolas Macau deve dar “especial ênfase à aplicação da norma Euro 4” para regular as emissões de gases dos automóveis aquando da importação. Ao abrigo da directiva europeia, os veículos ligeiros a gasolina não podem expelir mais do que um grama por quilómetro de monóxido de carbono, estando a emissão de partículas limitada a 0,025 gramas por quilómetro. No caso dos automóveis a gasóleo, a emissão de monóxido de carbono não deve ultrapassar 0,50 gramas.

Com o novo regulamento passa a ser proibida a importação dos automóveis que não sigam as normas de emissão da União Europeia – que tem agora a norma Euro 5, que impõe uma redução de 80 por cento das emissões de partículas em relação à Euro 4 – do Continente, Estados Unidos e Japão. “São os principais pontos de origem dos automóveis novos importados para Macau”, diz a DSPA, que faz ainda referência à “tendência de aumento” dos carros com origem no Continente.

Após a entrada em vigor do regulamento, a venda e atribuição de matrícula aos veículos importados depende da aprovação da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. O Governo vai ainda autorizar a importação de automóveis que não estão de acordo com os novos parâmetros e sejam encomendados antes da publicação do diploma. A partir de Setembro de 2013 passa a ser proibida a comercialização e atribuição de matrículas aos carros que não cumpram os limites de emissão.

As partículas emitidas sobretudo pelos motores a diesel, explica a DSPA, “possuem, muitas vezes, substâncias cancerígenas que podem afectar directamente a saúde dos habitantes”. “O fumo negro emitido por estes veículos gera muitas queixas”, destaca o organismo, que está ainda a estudar as normas de emissão que devem ser aplicadas aos veículos em circulação.

O Governo renova também o compromisso de “acelerar a promoção do uso de autocarros públicos mais ecológicos” e a intenção de renovar a frota da Administração. “Prevê-se que, num período de cinco anos, os veículos ligeiros mais antigos dos serviços públicos possam ser gradualmente substituídos por outros mais ecológicos e que respeitem as normas de emissões”, diz a DSPA.

A DSPA diz ainda que vai fazer uma consulta sobre a qualidade dos combustíveis, “nomeadamente, gasolina sem chumbo e gasóleo”. O Conselho Executivo deu também luz verde a um novo regulamento que revê as normas de segurança dos gasodutos de transporte de gases combustíveis em alta pressão. Há um “reforço dos requisitos” relativos aos materiais e tubagens, um “aumento da monitorização e controlo do sistema” e a “introdução de normas nacionais e internacionais”, numa tentativa de desenvolver a introdução do gás natural. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística





30/01/2012

PR bate projeção de exportações em 2011

 

Dos US$ 6,17 bilhões exportados pelas cooperativas de todo o País em 2011, o Paraná foi responsável por 36,1% de todo este capital. O Estado fechou como o principal exportador de produtos agropecuários para o exterior, totalizando US$ 2,23 milhões, cerca de 1,37% a mais do que havia estimado no início do ano passado. Dentre as 40 maiores empresas paranaenses exportadoras, em seis posições estavam cooperativas, com a Coamo ficando na segunda colocação geral. Já o Brasil teve um crescimento impressionante: saltando seus valores em cerca de 40% (US$ 4,42 bilhões para US$ 6,17 bilhões).

O assessor técnico econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, afirma que as tendências não sofreram alterações e, portanto, os principais produtos e mercados consumidores se mantiveram em destaque ao longo de 2011. 'Os preços permaneceram firmes e com bons valores no mercado internacional', relata ele.

A soja em grão foi responsável por 26% do total exportado, seguido pelo farelo de soja, com 20%, pelo frango congelado, com 17%, açúcar, com 11%, e pelo trigo, com 5% das exportações. 'O trigo foi uma surpresa interessante, porque geralmente importamos este produto. A mudança de comportamente foi devido à quebra da safra na Rússia, o que fez com que ficássemos com o mercado do Norte da África disponível', explica o especialista.

A China permanece como maior mercado consumidor das cooperativas paranaenses, totalizando 23% do volume vendido. Na sequência, estão Alemanha, com 13%, Países Baixos, com 9%, Japão, com 8%, e França, responsável por 4% das aquisições.

Perspectivas

As expectativas para 2012 ainda estão um pouco nebulosas devido à estiagem que assolou o Estado. O último levantamento do Deral calculou perdas 3,95 milhões de toneladas, o equivalente a 18% da produção de grãos de verão, em função da seca. 'É o momento de fazermos uma nova análise destes números. Hoje não conseguimos estimar nada com precisão. Porém, acredito que possamos atingir os US$ 2,4 bilhões (em exportação). Vai depender muito da safra do milho safrinha e do mercado de carne nos próximos meses', projeta Mafioletti.

Em relação ao efeito da crise financeira da zona do euro nas exportações, Gilson Martins, assessor técnico da Ocepar, argumenta que a Europa é um mercado cativo, com destaque para o consumo da Alemanha e da França. No entanto, a situação não é preocupante, pois não deve afetar a China, cuja economia se mantém em crescimento em 2012. 'Imaginamos que os mercados internacionais vão se manter e que não teremos problemas. A estimativa é de que o mercado de commodities agrícolas ainda se mantenha favorável por alguns anos', avalia. (Fonte)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística





29/11/2011

Porto de Paranaguá lança licitação para manutenção das vias de acesso

 

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) anunciou nesta sexta-feira (25) o lançamento da licitação para a manutenção da concretagem das vias de acesso ao Porto de Paranaguá. A obra, no valor de R$ 3,25 milhões, foi autorizada pelo governo do Paraná. O investimento soma-se ao anterior, quando a Appa aplicou R$ 24 milhões em recursos próprios para concretar 25 quilômetros de extensão das principais vias municipais nos arredores do Porto de Paranaguá.

O governo autorizou também os estudos para a ampliação da malha de vias públicas municipais concretadas de forma que venha a melhorar o sistema viário de Paranaguá. O prazo para a conclusão das obras é de 120 dias após a contratação da empresa que irá realizar a recuperação das vias. Com isso, a Appa volta a manter a qualidade da pavimentação das principais vias municipais que dão acesso ao porto, evitando acúmulos de sedimentos e contribuindo para a segurança e o meio ambiente.

“Estamos fazendo a nossa parte. Grandes investimentos na recuperação destas vias demonstram isso”, afirmou o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron. A Appa vem sendo responsabilizada pelas vias da cidade de um modo geral. A prefeitura alega que não consegue oferecer a Paranaguá ruas em melhor estado, pois o Porto não paga o Imposto Sobre Serviço (ISS). “Não pagamos porque existe uma determinação judicial impedindo este pagamento. E a desobediência desta determinação resultaria numa ação de improbidade administrativa. É a nossa forma, dentro da legalidade, de auxiliar na resolução dos problemas de Paranaguá”, afirmou Maron. (Tecnologística)

Fonte: Net Comex





29/11/2011

Região Norte é a que mais cresce na exportação

 

BRASÍLIA - De janeiro a outubro 2011, as exportações da Região Norte foram as que mais cresceram no comparativo com o mesmo período de 2010, com expansão de 42,76%. O Norte exportou US$ 17,028 bilhões, o que representou 8,03% das vendas totais do país no período (US$ 212,138 bilhões). Em valores absolutos, a Região Sudeste foi a que mais exportou entre janeiro e outubro deste ano (US$ 120,482 bilhões), com alta de 31,26% na comparação com as vendas do mesmo período de 2010 e com participação de 56,79% sobre os embarques nacionais

A Região Sul vendeu US$ 38,745 bilhões, com aumento de 24,5% sobre o período entre janeiro e outubro do ano passado e com participação de 18,26% nas exportações brasileiras. Na Região Centro-Oeste, houve crescimento de 31,16% no comparativo das vendas ao mercado externo, que somaram US$ 17,515 bilhões e tiveram participação de 8,26% no acumulado do ano. Os embarques da Região Nordeste (US$ 15,236 bilhões) corresponderam a 7,18% do total exportado pelo país e tiveram aumento de 17,65% na comparação com o ano passado.

Quanto às importações, a Região Nordeste foi a que registrou a maior expansão em comparação com os primeiros dez meses de 2010 (38,58%), com compras no valor de US$ 19,513 bilhões. Em seguida, aparece a Região Sul, com aumento de 27,05%, e aquisições no valor de US$ 40,433 bilhões. No Centro-Oeste (US$ 10,421 bilhões), o crescimento foi de 25,85%. A Região Sudeste comprou US$ 103,735 bilhões (maior valor absoluto), com aumento de 23,75% em relação a janeiro e outubro de 2010. A Região Norte teve alta de 17,24% nas importações e somou US$ 12,537 bilhões em compras.

No período, a Região Sudeste teve o maior superávit, com US$ 16,746 bilhões, seguida pelas regiões Centro-Oeste (US$ 7,094 bilhões) e Norte (US$ 4,491 bilhões). Já as regiões Nordeste (US$ 4,276 bilhões) e Sul (US$ 1,688 bilhão) contabilizaram déficits nas transações comerciais no acumulado deste ano.

Estados

Nos primeiros dez meses de 2011, o estado brasileiro que registrou o maior superávit na balança comercial foi Minas Gerais, com saldo de US$ 23,728 bilhões. Na sequência, aparecem os estados de Pará (US$ 13,787 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 8,262 bilhões), Mato Grosso (US$ 7,965 bilhões) e Espírito Santo (US$ 4,093 bilhões). Os estados mais deficitários, no período, foram: São Paulo (US$ 19,338 bilhões), Amazonas (US$ 10,166 bilhões), Santa Catarina (US$ 4,689 bilhões), Pernambuco (US$ 3,447 bilhões) e Maranhão (US$ 2,357 bilhões).

Já o maior exportador entre os estados brasileiros foi São Paulo (US$ 49,486 bilhões), acompanhado por Minas Gerais (US$ 34,16 bilhões) e Rio de Janeiro (US$ 24,225 bilhões). Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (US$ 16,698 bilhões) e Pará (US$ 14,902 bilhões). Na comparação com o mesmo período de 2010, a maioria dos estados brasileiros aumentou as exportações, com exceção de Amazonas (-21,29%), Acre (-12,55%), Rio Grande do Norte (-4,11%) e Paraíba (-0,62%).

Nas importações, São Paulo (US$ 68,825 bilhões) foi também o estado que mais fez compras no exterior no acumulado do ano, seguido de Rio de Janeiro (US$ 15,963 bilhões), Paraná (US$ 15,338 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 12,941 bilhões) e Santa Catarina (US$ 12,153 bilhões). Os estados que apresentaram variação negativa para as importações no comparativo com o mesmo período do ano passado foram: Rio Grande do Norte (-32,15%), Tocantins (-26,54%), Distrito Federal (-25,61%), Piauí (-18,82%) e Roraima (-9,49%).

Fonte: Net Marinha





28/11/2011

American Airlines pede concordata

 

BRASÍLIA - A AMR Corporation, controladora da American Airlines, fez um pedido voluntário de concordata hoje a uma corte de Nova York, nos Estados Unidos. A empresa recorreu ao Capítulo 11 da legislação dos Estados Unidos que permite a reestruturação da dívida.

O pedido de concordata não altera o funcionamento da empresa. Segundo nota da American Airlines, durante o processo judicial, os horários de voos serão mantidos, assim como as reservas, programas de fidelidade e demais serviços ao consumidor. A AMR também nomeou Thomas Horton como presidente do conselho e presidente-executivo, substituindo Gerard Apley, que foi afastado, informou a companhia em um comunicado separado.

A empresa possui ativos avaliados em 24,72 bilhões de dólares, enquanto as dívidas totalizam 29,55 bilhões de dólares. A companhia disse ainda possuir 4,1 bilhões de dólares em caixa.

"Planejamos iniciar negociações adicionais com todos os nossos sindicatos para reduzir custos trabalhistas para níveis competitivos", disse Horton.

Custos trabalhistas têm sido uma grande dor de cabeça para a companhia. Salários e benefícios aos trabalhadores dos sindicatos são geralmente mais elevados que os das rivais que se reestruturaram na última década.

Ele disse ainda que a companhia continua sendo a única empresa aérea grande a possuir um fundo de pensões dos trabalhadores.

As principais rivais da AMR, UAL Corp e Delta Airlines, que também utilizaram proteção contra falência para cortar custos, realizaram fusões: a Delta comprou a Northwest Airlines e a UAL adquiriu a Continental Airlines para criar a United Continental Holdings.

A AMR acrescentou que o pedido não terá impacto legal direto nas operações fora dos Estados Unidos e que não está considerando o uso de uma linha de crédito especial destinada a companhias em dificuldades financeiras ou sob a proteção no processo de recuperação judicial.

Fonte: Net Marinha





16/11/2011

Porto Sem Papel e Carga Inteligente em debate no ITS 2011

 

Desafios destas tecnologias, a serem implantadas gradativamente nos portos brasileiros, será um dos temas debatidos durante o fórum da quarta edição do ITS 2011, entre 16 e 18 de novembro, em Itajaí (SC)

Implantado no Brasil inicialmente no Porto de Santos, os projetos Porto Sem Papel (PSP) e Carga Inteligente serão um dos destaques do Fórum NetMarinha. A proposta destas tecnologias é promover um sistema de cargas ágil e dinâmico, além da informatização da troca de dados para administrar as ações desenvolvidas nos portos.

Implementado pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), o PSP tem como objetivo informatizar os procedimentos burocráticos feitos manualmente para organizar a saída e entrada de navios, bem como as cargas importadas e exportadas. Hoje, mais de 900 informações são trocadas via formulários de papel nos portos brasleiros. Com a implantação da tecnologia, a ideia é substituir o papel pela correspondência eletrônica entre as autoridades responsáveis pelas atividades portuárias (Polícia Federal, Anvisa, Delegacia da Receita Federal, Vigiagro e Autoridade Portuária). As informações serão encaminhadas via sistema de janela única para a inserção de dados disponível de forma segura na internet. Com a adoção do projeto, espera-se reduzir em média 25% no tempo de estadia dos navios nos portos.

Outro sistema de inteligência portuária é o Carga Inteligente, responsável em identificar, rastrear e controlar todas as mercadorias que acessam o porto. A tecnologia atua via RFID (Radio Frequency Identification - identificação por radiofrequência), proporcionando uma série de benefícios, entre os quais diminuição de perdas de cargas por fraude, redução no custo dos fretes e filas dos caminhões que aguardam as mercadorias e maior fidelização dos transportadores, além da conformidade com os padrões adotados internacionalmente. A medida contribui, inclusive, para o crescimento da competitividade dos portos nacionais.

Fórum NetMarinha e ITS 2011 Intitulada “Porto sem papel e carga inteligente. Realidade ou teoria?”, a mesa de discussão será realizada no terceiro dia do ITS 2011, 18 de novembro, e reunirá empresários e autoridades para debater características de ambos os projetos. O ITS 2011(4º Itajaí Trade Summit) é destinado a profissionais de empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos. Fornecedores de variados segmentos, como tecnologia, transporte aéreo, cabotagem, seguradoras, entre outros, já confirmaram presença. Mais de 60 expositores vindos das regiões Sul e Sudeste do Brasil e do Mercosul estarão presentes. Informações pelo site http://itajai.tradesummit.com.br/, onde os interessados deverão fazer a inscrição antecipadamente. Os que optarem por realizar a inscrição no evento devem pagar uma taxa de 10 reais.

Serviço
ITS 2011 (4º Itajaí Trade Summit)
Data: 16, 17 e 18 de novembro, das 14h às 22h.
Local: Centro de Promoções Itajaí-Tur (Av. Ministro Victor Konder, 303, Centro - Pavilhão da Marejada, em Itajaí, SC).
Inscrições e informações: http://itajai.tradesummit.com.br/
Outras informações pelo e-mail: marketing@netmarinha.com.br ou pelo telefone (48) 3321-0200. (Com Informações da Assessoria de Imprensa)

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística





11/11/2011

Controles cambiais paralisam importações da Argentina

 

Os controles oficiais do mercado de câmbio da Argentina paralisaram todas as importações realizadas pelo país, no último dia 10, inclusive as de produtos brasileiros, segundo informou à Agência Estado, o diretor de Relações Institucionais da Câmara de Importadores da República Argentina (Cira), Miguel Ponce. "As operações de comércio exterior ficaram paradas durante todo dia em decorrência dos problemas relacionados com a compra e venda de dólares", disse Ponce. Segundo ele, após negociações com o titular da Receita Federal argentina, Ricardo Echegaray, as importações começaram a ser permitidas após as 17h (de Brasília). "Foi uma situação muito incômoda porque ninguém sabia das novas exigências de documentação", reclamou.

Como parte da estratégia oficial para controlar o câmbio e frear a fuga de divisas, o chamado Sistema Informático María (SIM), usado pelos despachantes da alfândega para registrar as operações de comércio exterior, incluiu a exigência de "apresentação prévia de cópia certificada de toda documentação bancária envolvida na transação, para sua análise pelas áreas centrais da AFIP (Receita Federal)". Pelos novos requisitos, a importação ou exportação só podem ser realizadas após análise da documentação por parte da Receita. A nova norma engessou o sistema e produziu inúmeras dúvidas sobre sua interpretação, já que não estabelece quem deve certificar a cópia.

Para os operadores, a norma é muito mais grave que as licenças não automáticas porque envolve uma tramitação burocrática adicional. Segundo Ponce, a promessa do titular da Receita é de normalizar as operações. Porém, há dúvidas no mercado, já que a manobra contribui para reduzir a fuga de capitais, principal alvo do governo desde o final de outubro, quando foram lançadas várias medidas para controlar o mercado cambial. Porém, as medidas alimentam ainda mais a desconfiança sobre o futuro do peso argentino e das políticas do governo reeleito da presidente Cristina Kirchner.

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística





11/11/2011

Venda de veículo importado cai 41%

 

As vendas de carros importados caíram 41,2% em outubro na comparação com setembro. Segundo a Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores), as 27 marcas associadas à entidade encerraram o mês com 13.264 unidades emplacadas.

A queda foi atribuída ao aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados. Segundo a Abeiva, logo após o anúncio da decisão do governo de elevar o IPI, houve uma corrida às concessionárias de importados, mas as empresas sentiram o “duro golpe” no início do outubro, que resultou no recuo das vendas.

A entidade prevê falta de carros importados em dezembro. Como o STF (Supremo Tribunal Federal) adiou, em 20 de outubro, a alta do IPI para 16 de dezembro, a expectativa é de uma nova corrida às concessionárias.

Segundo a Abeiva, as empresas não tiveram, no entanto, tempo para se programar, uma vez que o ciclo de importação é de no mínimo 90 dias. Com isso, os próximos pedidos só devem chegar ao país na segunda quinzena de janeiro.

O repasse da alta IPI deve ser imediato, mas caberá a cada marca decidir o porcentual de aumento nos preços, diz a entidade.

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
Fonte: Band.com.br





11/11/2011

94% dos itens importados chegam pelo mar

 

Quase todos os produtos que o Ceará traz de mercados internacionais chegam pelos portos do Estado. De acordo com o estudo Enfoque Econômico, de autoria do Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), em outubro, mais de 94% das importações passam pela via marítima. O destaque é o Porto do Mucuripe, responsável por receber 48,7% das mercadorias provenientes de outros países. Já o terminal portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, absorveu 30% do total comprado pelo Estado.

Segundo o levantamento do Ipece, o Mucuripe registrou a maior parte das chegadas por ter captado a gasolina advinda exterior, além de comportar o desembarque de itens como trigo e óleo de dendê.

Conforme mostrou o Diário do Nordeste, na edição de ontem, as importações (US$ 203 milhões) superaram as exportações (US$ 126 milhões) em US$ 77 milhões no mês de outubro.

Conforme o Ipece, os calçados seguem na ponta dos produtos cearenses que mais chegam a destinos internacionais, com US$ 33,4 milhões e fatia de 26% de tudo que foi exportado.

Itens mais exportados

Castanha de caju, couros e frutas também estão entre os principais itens da pauta. As dez mercadorias que mais desembarcam representam 90% de tudo que o Estado vende para o exterior, de acordo com o levantamento do Ipece.

Apesar de ter reduzido sua participação, os Estados Unidos me mantiveram como o maior comprador, responsável por 18,7% do "bolo". Argentina e Holanda fecham o pódio.

O Porto do Pecém continua sendo a principal via de escoamento das exportações cearenses no mês de outubro de 2011, registrando participação de 53,9% total das vendas externas estaduais, seguido pelo Porto de Mucuripe, que registrou uma fatia de 31,3%.

Meta do País

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a meta de exportações do Brasil para este ano é de US$ 257 bilhões. A projeção das vendas externas anunciada no início do ano era US$ 228 bilhões, mas já havia sido elevada para US$ 245 bilhões. Depois, em agosto, a meta foi revisada para os atuais US$ 257 bilhões. No mês de outubro, o saldo comercial foi superavitário em US$ 2,355 bilhões, valor 28,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2010, quando foi registrado o superávit de US$ 1,827 bilhão.

A balança comercial de novembro, na primeira semana, registrou déficit de US$ 543 milhões, com média diária negativa de US$ 181 milhões.

A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 6,913 bilhões, com média de US$ 2,304 bilhões por dia útil.

De lá para cá

203 milhões de dólares foi o total das importações cearenses em outubro, deixando a balança comercial negativa em US$ 77 bi

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
Fonte: Diário do Nordeste





11/11/2011

Vinhos Verdes a caminho das maiores exportações de sempre

 

Vinhos Verdes a caminho das maiores exportações de sempre Dos 11 milhões de litros exportados, mais de três milhões tiveram como destino os Estados Unidos, principal consumidor nos últimos dez anos. Mas o mercado que mais cresceu em termos absolutos foi o francês, responsável pela importação de 3,7 milhões de euros de Vinho Verde, mais um milhão quando comparado com o período homólogo de 2010, seguida de Brasil e Bélgica.

Em face dos resultados verificados nos primeiros nove meses do ano, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) não tem dúvidas de que, em 2011, vão ser batidos todos os recordes de exportação, mantendo-se assim a tendência para o aumento do volume de negócios nos mercados estrangeiros iniciado há 10 anos.

Os Vinhos Verdes estão presentes em 81 mercados nos cinco continentes e representam já 42 por cento do total de exportações de vinhos portugueses com Denominação de Origem Controlada (DOC), exceto o Vinho do Porto.

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística
Fonte: Actual!dades





11/11/2011

Participação de produtos importados no consumo atinge maior nível do ano e fecha em 23,4%

 

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, 25% dos produtos consumidos no país são importados

A participação de mercadorias importadas no consumo brasileiro aumentou 0,5 p.p e chegou a um patamar de 23,4% no terceiro trimestre de 2011, indicando a persistente falta de fôlego da indústria para escoar sua produção no mercado local, de acordo com os Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp, divulgados nesta quinta-feira (10). O estudo, realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), também registrou alta nas exportações.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o nível de participação dos importados no consumo doméstico era de 22,7%, inferior em 0,7 p.p. “Podemos dizer que 25% de tudo o que é consumido no Brasil hoje, é importado”, alertou o diretor do Derex, Roberto Giannetti da Fonseca. “O que não é de todo mau, se analisarmos do ponto de vista da economia globalizada. No entanto, o que preocupa é a forma como esse aumento está ocorrendo, ou seja, em substituição à produção doméstica.”

Como boa parte dos produtos importados possuem similares nacionais, a importação impulsiona a desindustrialização, já que “poderíamos produzir totalmente o que está sendo importado”, explica o diretor. “Isso é muito grave, pois está matando a indústria e o emprego no pais.”

Embora cresça em menor ritmo, dado o arrefecimento da economia, o Coeficiente de Importação (CI) continua se expandindo em ritmo superior em relação à produção industrial destinada ao mercado interno no Brasil e ao consumo aparente na indústria geral – que neste trimestre apresentou retração de 0,3% em relação ao mesmo período de 2010. O consumo aparente na indústria de transformação, entretanto, apresentou alta de 0,6% em comparação ao terceiro trimestre do ano anterior.

“Apesar dessa alta, verificamos que houve uma queda da produção interna de 0,5% [neste mesmo período], o que demonstra que quem está capturando os pequenos aumentos recentes do consumo aparente são os produtos importados, e não os nacionais”, ressalta Giannetti.

Já a participação das exportações sobre o total da produção industrial brasileira apresentou elevação, tanto para indústria geral como para indústria de transformação. A primeira (que compreende a indústria extrativa) se expandiu de forma mais significativa em relação ao terceiro trimestre de 2010, com alta de 1,0 p.p, enquanto a elevação da indústria de transformação foi de apenas 0,6 p.p.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o crescimento das exportações da indústria geral foi de 5,3%, a produção, por sua vez, acresceu apenas 0,1%. Giannetti alerta que o aumento do Coeficiente de Exportação (CE) é positivo e ao mesmo tempo preocupante, uma vez que ocorreu com “queda ou estagnação da produção industrial na maior parte dos setores”.

Em resumo, os dados do CEI mostram que a produção industrial para o mercado externo tem avançado, mas estagnado ou até recuado quando direcionadas ao mercado interno do país.

Setores

Dos 33 setores analisados pela Fiesp, 16 apresentaram alta em seu Coeficiente de Exportação, com destaque para indústrias extrativas, tratores e máquinas para agricultura, e máquinas para fins industriais e comerciais, que, neste terceiro trimestre, tiveram alta de 10 p.p, 5,9 p.p e 4,9 p.p, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Dentre os setores que tiveram maior queda do CE estão, fundição e tubos de ferro e ação (- 9,8 p.p); materiais eletrônicos e aparelhos de comunicação (-3,7 p.p) e calçados (-2,4 p.p).

O estudo também mostrou que a participação dos importados no consumo aparente cresceu em 29 setores. As principais alta aconteceram nos setores de tratores e máquinas e equipamentos para agricultura (9 p.p), metalurgia de metais não-ferrosos (4,6 p.p), produtos diversos (3,9 p.p) e artigos do vestuário (3,7 p.p).

Os setores que apresentaram maior queda no Coeficiente de Importação foram siderurgia, com 3,6 p.p, e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, com 2,1 p.p. (Com Informações da Assessoria de Imprensa)

Fonte/Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística